The Irish Press - Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar novo protesto em Paris

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar novo protesto em Paris
Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar novo protesto em Paris / foto: Matthieu RONDEL - AFP

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar novo protesto em Paris

A polícia tentou dispersar com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral uma concentração de centenas de pessoas no centro de Paris neste domingo (18), relataram jornalistas da AFP, um dia após uma grande mobilização contra o aumento do custo de vida, marcada por distúrbios que terminaram com 1.800 detidos.

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"Foi divulgada nas redes sociais uma convocação para uma concentração não autorizada na Praça da República, hoje, às 14h", informou a Prefeitura de Polícia de Paris à AFP.

Para evitar uma marcha não autorizada após um sábado particularmente tenso, marcado por 855 detenções na capital francesa, as forças de segurança "realizaram fiscalizações" e "montaram um esquema de segurança" para intervir rapidamente.

"Diante dos primeiros sinais de tensão, os agentes" se aproximaram "para dispersar e deter", acrescentou a Prefeitura de Polícia. As forças de segurança usaram inicialmente gás lacrimogêneo, segundo imagens da televisão, que mostravam a situação sob controle no início da tarde, mas pouco depois as tensões recomeçaram.

Ali, de 26 anos, afirmou que circulavam convocações nas redes sociais para comparecer ao local e "continuar a mobilização de ontem, com a ideia de esgotar os policiais".

Os manifestantes reunidos ao redor da estátua da República carregavam, assim como no sábado, cartazes com frases como "Semeie miséria, colha revolta". Grupos de jovens, majoritariamente vestidos de preto e alguns encapuzados, protestavam ao redor da estátua, observou uma jornalista da AFP.

Alguns manifestantes lançaram objetos contra as forças de segurança, que responderam com granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo e, em seguida, avançaram contra a multidão.

Depois, os policiais realizaram várias detenções e, enquanto o caminhão com canhão de água avançava, um jovem manifestante gritou: "Não temos medo!".

P.Walsh--IP