The Irish Press - UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China

UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China
UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China / foto: Nicolas TUCAT - AFP/Arquivos

UE vai criar ferramentas para enfrentar onda de exportações da China

Os líderes da União Europeia (UE) concordaram nesta quinta-feira (18) em que o bloco deve criar medidas de defesa comercial mais sólidas para conter o aumento das exportações chinesas, enquanto busca um "diálogo construtivo" com Pequim.

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Existe um consenso cada vez maior sobre a dependência excessiva que a UE tem da China, e Bruxelas teme que isso a torne vulnerável a possíveis pressões e perturbações nas cadeias de suprimentos.

O déficit comercial de bens do bloco de 27 países chegou a cerca de € 360 bilhões (R$ 2,12 trilhões) no ano passado, o que significa que as exportações chinesas superaram amplamente as da UE.

Durante um jantar de duas horas em Bruxelas, os líderes europeus discutiram como lidar com o desequilíbrio e se o bloco precisaria reforçar seu arsenal comercial.

Após a conclusão das conversas, na madrugada desta sexta-feira, um funcionário da UE informou que os líderes instruíram a Comissão Europeia a manter "um diálogo construtivo" com seus principais parceiros econômicos, sem mencionar diretamente a China. Também pediram ao órgão executivo "que desenvolva e, no momento oportuno, complemente o conjunto de ferramentas no âmbito da defesa comercial", acrescentou.

Além disso, os líderes pediram que se assegure de que a UE conta "com todos os instrumentos de que precisa para defender seus interesses e reduzir riscos", disse o funcionário.

Embora as capitais da UE concordem em um diagnóstico comum, suas posições divergem quanto à solução, e vários líderes pediram nesta quinta-feira que o diálogo seja uma prioridade.

O chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, adotou um tom mais conciliador do que seus colegas antes do jantar: "Precisamos de amigos, de relações equilibradas, precisamos ser pragmáticos e construir pontes, tanto com grandes economias, potenciais aliados, como a China, quanto com aliados tradicionais, como é o caso dos Estados Unidos."

H.Graddy--IP