The Irish Press - UE limitará a 350.000 por ano as importações de veículos híbridos chineses

UE limitará a 350.000 por ano as importações de veículos híbridos chineses
UE limitará a 350.000 por ano as importações de veículos híbridos chineses / foto: Nicolas Tucat - AFP/Arquivos

UE limitará a 350.000 por ano as importações de veículos híbridos chineses

A União Europeia limitará a 350.000 a entrada anual de veículos híbridos provenientes da China, no âmbito de um acordo firmado entre Pequim e Bruxelas, anunciou nesta segunda-feira (12) uma autoridade europeia.

Tamanho do texto:

A questão dos veículos híbridos é uma das mais sensíveis nas relações entre UE e China.

Esses veículos tornaram-se uma das principais portas de entrada dos fabricantes chineses no mercado europeu, onde competem fortemente com as marcas locais e alimentam preocupações quanto ao emprego no setor automotivo da UE.

Após dois dias de intensas negociações em Pequim na semana passada, o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, anunciou na sexta-feira que a China havia concordado em moderar o fluxo de veículos híbridos e híbridos plug-in que entram no mercado europeu.

Segundo uma autoridade europeia, o acordo reduzirá em mais de 50% as exportações chinesas de veículos híbridos para a UE, que eram estimadas em cerca de 800.000 veículos para 2026.

Por sua vez, a China indicou que o acordo lhe permitirá continuar exportando pelo menos 302.000 veículos híbridos por ano para o mercado europeu.

"É o fruto de um trabalho de vários anos, com o qual quisemos restabelecer uma concorrência justa e leal entre europeus e não europeus", comentou o presidente francês, Emmanuel Macron, ao inaugurar em Paris a 91ª edição do Salão Mundial do Automóvel.

Segundo ele, a medida permitirá "proteger melhor o mercado europeu da concorrência desleal".

Há anos, a UE acusa a China de inundar seu mercado com produtos mais baratos graças a práticas comerciais desleais, como subsídios estatais e restrições ao acesso de empresas europeias ao mercado chinês.

Pequim rejeita essas acusações e atribui o sucesso de suas exportações à competitividade de sua indústria.

A China celebrou no sábado os acordos alcançados com Bruxelas e considerou que permitiram "evitar uma escalada" e representam "um novo começo".

A.Hanbury--IP