The Irish Press - Fifa acusa Uefa de campanha de desinformação sobre projeto frustrado de capital privado

Fifa acusa Uefa de campanha de desinformação sobre projeto frustrado de capital privado
Fifa acusa Uefa de campanha de desinformação sobre projeto frustrado de capital privado / foto: Fabrice COFFRINI - AFP/Arquivos

Fifa acusa Uefa de campanha de desinformação sobre projeto frustrado de capital privado

A Fifa acusou a Uefa de ter orquestrado uma "campanha de desinformação" ao solicitar acesso a documentos relacionados com o projeto frustrado do presidente da entidade, Gianni Infantino, de vender participações da Copa do Mundo, segundo uma carta enviada a um tribunal da Flórida.

Tamanho do texto:

Na carta de 26 páginas, a entidade que comanda o futebol mundial pede à Justiça da Flórida que rejeite o pedido da Uefa, argumentando que tem como objetivo "influenciar" o processo de eleição do presidente da Fifa previsto para 18 de março de 2027.

No momento, Infantino é o único candidato na disputa pela presidência, mas sua liderança é muito questionada pelas federações europeias.

"A Uefa atua com o objetivo de assediar e não por uma necessidade legítima de obter medidas de instrução", acusa a Fifa, que acusa a entidade europeia de atuar "com má-fé".

No final de agosto, a Uefa abriu caminho para apresentar uma queixa por "gestão desleal" contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Para isso, recorreu à Justiça da Flórida para obrigar as subsidiárias americanas da entidade a entregar documentos relacionados ao projeto, finalmente abandonado diante das críticas.

A iniciativa de Infantino pretendia colocar as receitas da Copa do Mundo em uma sociedade aberta a investidores privados.

A resposta da Fifa é mais um episódio da crise que opõe a entidade à Uefa e a outras confederações, como a Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e a AFC (Ásia), que pedem uma reforma da governança da instituição.

Gianni Infantino respondeu e abriu a porta a conversas para uma melhor redistribuição dos recursos da entidade, mas sem "prejulgar o valor", em uma carta enviada aos presidentes das seis confederações, à qual a AFP teve acesso na segunda-feira.

P.Grannan--IP