The Irish Press - Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para intensificar pressão sobre Rússia

Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para intensificar pressão sobre Rússia
Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para intensificar pressão sobre Rússia / foto: Teresa Suárez - Pool/AFP

Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para intensificar pressão sobre Rússia

O presidente francês, Emmanuel Macron, reuniu os 37 países da Coalizão de Voluntários em Paris, nesta segunda-feira (13), para reforçar o apoio militar à Ucrânia, particularmente na defesa aérea, apesar da oposição da Rússia, que denunciou a aliança como uma "coalizão de belicistas".

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Cerca de vinte chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, chegaram pouco antes das 17h00 (12h00 no horário de Brasília) ao Les Invalides, um edifício militar histórico que abriga o túmulo de Napoleão.

Os demais países estavam representados em nível ministerial ou por seus embaixadores. Também estiveram presentes o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky; os dois responsáveis máximos da Comissão Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Essa coalizão, liderada pela França e pelo Reino Unido e composta principalmente por países europeus, prometeu apoio militar à Ucrânia, incluindo o envio de soldados assim que um cessar-fogo for alcançado, para dissuadir a Rússia de qualquer nova ofensiva.

Antes da cúpula, nove países europeus, juntamente com a Ucrânia, formaram uma coalizão para desenvolver "capacidades antibalísticas", tanto para ajudar Kiev a se defender de ataques maciços de mísseis russos quanto para reforçar a segurança de todo o continente.

"Essa ação não é dirigida contra nenhum povo, mas sim em defesa dos nossos", enfatizaram os líderes de Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia, Países Baixos e Reino Unido em uma declaração conjunta.

"Criar um escudo poderoso em toda a Europa é uma forma de complementar nossa defesa", respondeu no X o presidente ucraniano, ressaltando que essa coalizão permitiria que isso acontecesse de forma "mais rápida e a um custo menor".

- "Com sangue, se necessário" -

Antes de se reunir com seus homólogos, o presidente francês elogiou o "despertar estratégico" dos europeus e sua determinação em "se defender", uma mensagem dirigida à Rússia, mas também aos aliados americanos.

"A Europa está prestes a se tornar uma potência", declarou Macron, que deixará o Palácio do Eliseu no próximo ano.

"Sim, a paz é o nosso objetivo. Sim, valorizamos a liberdade e o Estado de Direito. E sim, estamos dispostos a lutar para defendê-los. Sempre, e com sangue, se necessário", afirmou Macron em seu tradicional e último discurso às Forças Armadas na véspera do feriado nacional pela Tomada da Bastilha, 14 de julho.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, os classificou-os como "iluminados e belicistas" e afirmou que "eles se enganam com a profunda ilusão de serem capazes de infligir uma derrota estratégica" à Rússia.

Além do apoio militar à Ucrânia, a reunião da Coalizão de Voluntários também visa aumentar a pressão sobre a Rússia, incluindo sua frota fantasma de petroleiros, para privá-la dos recursos necessários para financiar seu esforço de guerra.

Esta reunião busca "mostrar que o compromisso de todos os países permanece constante", disse o comandante supremo das Forças Armadas suecas, general Michael Claesson, a um grupo de jornalistas que incluíam a AFP.

A Força Multinacional para a Ucrânia, que deve ser mobilizada no terreno assim que os combates cessarem, iniciará exercícios para demonstrar a sua "credibilidade", afirmou a Presidência francesa. O primeiro desses exercícios deverá ocorrer no final do ano, segundo diversas fontes.

A reunião da coalizão deverá amplificar um "momento muito forte de convergência e unidade transatlântica", mas também de "dinâmicas mais favoráveis no terreno para a Ucrânia", sublinhou o Palácio do Eliseu.

O presidente americano, Donald Trump, parece agora mais inclinado a apoiar a Ucrânia, depois de se manter próximo do seu homólogo russo, Vladimir Putin.

A Ucrânia também alterou o equilíbrio de poder contra a Rússia com ataques quase diários às suas refinarias e depósitos de petróleo, interrompendo o seu abastecimento e causando escassez de combustível. Também realiza múltiplos ataques na Crimeia.

O Exército russo avança com dificuldade, mas de forma constante, no Donbass (leste da Ucrânia), apesar de contar mais de mil mortos e feridos por dia, segundo estimativas ocidentais.

Ch.Driskell--IP