The Irish Press - Oposição venezuelana ratifica María Corina como líder política

Oposição venezuelana ratifica María Corina como líder política
Oposição venezuelana ratifica María Corina como líder política / foto: Alex WROBLEWSKI - AFP/Arquivos

Oposição venezuelana ratifica María Corina como líder política

A oposição venezuelana apresentou neste domingo (18) um "Grande Acordo Nacional", que confirma a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado como sua líder, no momento em que uma facção opositora negocia com o governo interino uma transição democrática no país.

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Os membros da Plataforma Unitária concordaram em "ratificar o mandato de mudança política expresso pelos venezuelanos por meio de seu voto, e reconhecer e apoiar a liderança de María Corina Machado", que se encontra exilada no Panamá, segundo um documento apresentado em Caracas.

"Vamos avançar agora em uma das iniciativas que, para mim, é das mais poderosas, potentes e necessárias, e que será reconhecida pelo mundo, que é o nosso grande acordo para a reconstrução da República", disse María Corina, que participou remotamente.

Os representantes políticos apresentaram 14 propostas para a redemocratização do país e a implementação de um plano de ação para eleições gerais. Eles concordaram em promover estratégias de transição com atores nacionais e internacionais para facilitar as negociações políticas.

A Plataforma exige "a libertação total e incondicional dos presos políticos, o retorno dos exilados, o fim da repressão política (...) a anulação das inabilitações e dos procedimentos administrativos contra as organizações políticas". Também considera necessário negociações efetivas e "eleições livres, competitivas e verificáveis", sem, contudo, definir uma data.

O Vente Venezuela, partido de María Corina, exige eleições em 2027 e um calendário eleitoral. "Estamos no começo de uma nova era. Finalmente tornaremos realidade a República democrática liberal. A Venezuela será livre", prometeu María Corina, que está no exílio desde que deixou o país em 2025 para receber o Nobel.

A opositora tentou retornar pelo menos sete vezes, mas foi impedida por autoridades venezuelanas, segundo seu partido. Ela voltou a agradecer aos Estados Unidos pela captura do presidente Nicolás Maduro, em janeiro: "Sempre fui grata ao presidente americano por abrir uma porta para avançar rumo à liberdade, democracia e verdadeira soberania."

A terceira rodada de diálogo entre o governismo e parte da oposição acontece em Caracas, com o apoio dos Estados Unidos. María Corina não foi convidada a participar, mas disse que não criará obstáculos ao processo.

G.Beary--IP